ANÁLISE

 DA IMAGEM: Talvez a melhor tradução de análise, ou seu principal objetivo, seja o de relacionar-se com suas imagens¹ internas. Essa ponte entre nossos conceitos, emoções, desejos, instintos e sonhos. Essa conexão significativa, a coerência de se ser algo além de existir, re-significando esta experiência conforme a consciência desperta, aí esta o serviço da análise, ali está a threapia. O analista é aquele que busca estar junto com o buscador em seu processo de conhecer suas próprias imagens. 



DO SOFRIMENTO: Sem dúvida há uma busca pela redução do sofrimento, ou de sintomas, este objetivo acaba por se dissolver no processo analítico dando lugar, pouco a pouco, a uma sensação de integração. O sintoma revela seu significado e então pode deixar de ser necessário, uma vez que sua função antes ignorada, agora já não o é. Porém é ilusório e até falacioso imaginarmos chegar a um estado de absoluto não sofrimento.



DO AMADURECIMENTO: Finalmente, podemos falar da individuação. Aprofundar-se em análise significa despertar em nosso íntimo aquilo que de fato somos, nosso genius interior, descolando de nossa alienação social ou de nossa identificação arquetípica, cedendo lugar para uma relação com o nosso si-mesmo, em outras palavras, realizando aquilo que de fato somos interiormente, sem a constante interferências de outros objetos, sejam eles externos ou internos. Individuação, é maturidade psíquica, é suportar a dualidade e quem sabe transcende-la. Um ideal longínquo e provavelmente irrealizável diria Jung, mas donde nunca paramos de percorrer!



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¹ Imagem ou imago, não se refere apenas as impressões ou lembranças visuais que temos em nossa psique, imagem é ao mesmo tempo EMOÇÃO e IMPULSO PARA AÇÃO, é percepção, apreensão da experiência, é o nosso paradeigma pessoal como diria Platão.