SUPERVISÃO

​O QUE É: A supervisão para simplificar um pouco, é uma troca de informações de determinados casos de terapia trazidos por aquele que busca o serviço, para qualificar através da escuta do supervisor suas hipóteses terapêuticas, dúvidas, confusões e identificações com o caso.

DIREÇÃO E ESCUTA: É a atividade profissional buscada por terapeutas responsáveis afim de potencializar e revisar os casos terapêuticos acompanhados por estes. Na supervisão se busca principalmente dois aspectos: o caminho que a terapia de determinado caso deve seguir e os pontos cegos, aspectos não ouvidos do terapeuta que estejam provocando certa interferência no andamento do caso  supervisionado.

O TERCEIRO PONTO: É comum pensarmos que a supervisão denota automaticamente a postura de mestre e discípulo, e sendo assim pensa-se em um "sábio" e um "jovem". Esses símbolos, não devem encerrar em uma condição concreta. Tanto o sábio quanto o discípulo vivem arquetipicamente em todos nós. A supervisão é justamente o terceiro ponto, um olhar complementar e não substitutivo, um decantar da escuta do caso avaliado.



QUANDO BUSCAR: A supervisão deveria ser constante em nossos atendimentos, deveríamos dedicar a todos os casos outros olhares, não se trata da dicotomia segurança versus insegurança, mas de complementariedade. Não somos infalíveis, portanto, novos pontos de vistas impedem que criemos conceitos demasiadamente tendenciosos ou interpretativos ao caso. Via de regra, sempre que há uma estagnação no andamento da análise, ou um assunto de estranhamento e reverberação emocional no analista, indica-se a supervisão.